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Como comer certos alimentos PDF  | Imprimir |  E-mail

O nível cultural de um indivíduo, seu trânsito em mesas mais refinadas e até o fato de viajar e manter convivência com hábitos alimentares de outras regiões do mundo são dados que o comportamento à mesa revela. Há alimentos que representam testes infalíveis para medir as boas maneiras, mas, quando não se sabe como agir diante de um prato servido, pergunta-se com naturalidade à quem sabe. Em ocasiões de mais cerimônia, segue-se o exemplo dos companheiros de mesa.


Nem sempre se dispõem de utensílios específicos para comer certos alimentos. É o caso da pinça para fixar a concha do escargot ou o garfinho para ostra. Daí a necessidade de atitudes mais flexíveis. Muitas vezes, a etiqueta recomenda comer com as mãos, o que torna natural usar a lavanda para molhar os dedos, ao final, enxugando-os com o guardanapo.

ASPARGO
Preparado fresco é apresentado ao molho de manteiga e comido com a mão. Pega-se pela extremidade mais rija e come-se a parte tenra, deixando num canto do prato a região fibrosa. Existem pinças específicas para comer aspargos, mas é raro encontrá-las num serviço.

ALCACHOFRA
É servida com molho quente ou fria ao vinagrete. Come-se com a mão e os talheres. Com os dedos retiram-se as folhas, uma a uma, mergulhando sua extremidade tenra no molho, pois só ela é comível. A parte descartável fica no canto do prato. À proximidade do núcleo da alcachofra, as folhas vão ficando menores e são retiradas delicadamente com o garfo para deixar exposta a parte mais gostosa que é o coração, saboreado com ajuda de garfo e faca.

ALFACE
A antiga etiqueta à mesa proibia cortar as folhas com a faca, recomendando partir com o garfo. Hoje isso é admitido. Bem melhor do que colocar uma folha grande na boca ou tentar dobrá-la com a ajuda de garfo e faca para comê-la.

AZEITONAS
São servidas sem caroço, graças a um aparelho especial que faz a remoção. Entretanto, quando não houve este cuidado na cozinha, come-se a azeitona e coloca-se a mão, em concha, junto da boca, para recolher o caroço, deixado no canto do prato.

CARANGUEJO
O modo de comê-lo é parecido ao da lagosta. Com os dedos, removem-se as patinhas e suga-se, silenciosamente, a carne. Com o garfinho de ostras, retira-se a carne debaixo da casca, colocando um pouco de molho e levando o pedaço à boca com o mesmo talher. Retira-se, com as mãos, o restante da carne contida debaixo da casca e coloca-se no prato, partindo em porções, para comer com os dedos e o garfinho.

CAVIAR
É servido sempre gelado, num recipiente de vidro disposto em suporte de metal onde é colocado gelo picado. Come-se o caviar colocando-o com uma faquinha sobre torradinha. O caviar é acompanhado de ovo cozido picado e cebola ralada, apresentados em pratinhos. Outro modo de comer caviar é com garfo e faca, sobre blinis, uma mini-panqueca. As bebidas adequadas para acompanhar: vodca ou champanhe.

ERVILHAS
Garfo na mão esquerda apoiado no prato; com a faca se vai prensando as ervilhas sobre os dentes do talher, a parte côncava para cima.

ESCARGÔ
É um molusco que vem sendo incorporado, pouco a pouco, à mesa mais requintada do brasileiro. Pode ser uma entrada, apresentado em sua própria concha ou numa concha em caracol, de porcelana, distribuído em travessas refratárias com espaço para seis ou mais escargôs servidos bem quentes. Fixa-se a concha com a pinça e, com a outra mão, retira-se o escargô usando um garfinho. O delicioso molho que fica no prato pode ser saboreado em pedacinhos de pão nele embebidos.

FONDUE
De origem suíça, as fondues, tanto de queijo como de carne, são servidas na panela sobre o réchaud, o fogareiro que fica no centro da mesa. É um serviço informal, em que todos comem de uma mesma panela. Pratinhos com garfo e faca ficam diante dos convivas.
Na fondue de queijo, mergulha-se o pedaço de pão na panelinha fumegante com o garfo longo que, em geral, tem um lacinho de fita em cores diferentes para cada pessoa estabelecendo a identificação do talher. O pão embebido no queijo é levado ao prato e comido com os dois talheres, porque o garfo longo não é levado à boca.
O mesmo se faz com a fondue de carne, usando o garfo longo para fritar na panela sobre o réchaud o pedacinho de carne e levá-lo ao prato individual onde será envolto em molhos picantes e comido com garfo e faca.
A mesma coisa se faz com os pedaços de frutas mergulhados na fondue de chocolate, sobremesa ideal para inverno. Em alguns serviços mais simples de fondue, entretanto, aparecem só os garfos longos. Com a fondue de queijo, o ideal é servir vinho branco; a de carne pede vinho tinto e a de chocolate fica ainda melhor se houver um cálice com licor para acompanhá-la.

FRANGO
Não se come com as mãos, por mais descontraída que seja a mesa. Usam-se garfo e faca. Em último caso, para não deixar constrangidas as pessoas que não usam os talheres, pega-se a asa ou a coxa com o guardanapinho de papel.

LAGOSTA
Em mesas mais formais, ela não é servida na casca; quando é comida com as mãos, utiliza-se o garfinho de ostra com a ajuda de uma espécie de alicate ou quebra-nozes. Este funciona para destacar as articulações. Nos bons restaurantes é fornecido um babador de papel para proteger a roupa e, ao final, é apresentada a lavanda. Pega-se a casca da lagosta com a mão esquerda e com a direita retiram-se os seus tentáculos. Parte-se o crustáceo ao meio, sempre com as mãos. Destaca-se a cauda do corpo, puxando com os dedos. Para as patinhas, usa-se do mesmo procedimento ou parte-se as articulações com o alicate. Suga-se a carne silenciosamente. Com o garfinho come-se a carne do corpo do crustáceo, desprezando a parte esverdeada.

MASSA
Cortar o espaguete é uma ofensa para quem o preparou. Enrola-se a massa no garfo, fazendo o movimento rotativo com os dentes do talher apoiados no prato e a massa absorvendo o molho. Pessoas bem-educadas não usam ajudar o garfo com a colher na mão esquerda, levando a massa à boca com o garfo. Em algumas mesas rústicas italianas, comem o talharim apenas com colher, mas além de complicado não é elegante.

MILHO
Come-se habitualmente com a mão, fixando a espiga, por suas extremidades, entre o polegar e o indicador. Mais prático é usar estiletes de metal ou em plástico descartável fabricados para este uso e que se encontram com facilidade no comércio.

MEXILHÕES
Quando servidos em suas conchas, são comidos com garfinho especial. Pega-se com a mão esquerda e com a faca, na direita, abre-se cuidadosamente a concha, retirando com o garfo o mexilhão. Outra maneira é usar de uma metade de concha que, por ter a borda cortante, facilita a retirada do mexilhão de sua própria concha.

OSTRAS
Servidas fora da concha, são comidas com talher de peixe. Quando apresentadas dentro das conchas, sobre gelo, são abertas com as mãos. Tempera-se com limão e a ostra é comida com o garfinho especial. Ao final, usa-se beber, na própria concha, o delicioso extrato ali concentrado. Champanhe é a bebida mais indicada para acompanhar ostras.

PÃO
O pãozinho do couvert é sempre partido com os dedos, vez por vez. A faquinha só servirá para passar a manteiga ou o patê. Ao desejar honrar um bom molho, pode-se colocar um pedacinho de pão no prato, fixá-lo com o garfo e passá-lo pelo molho. Em mesas de cerimônia, este procedimento não é adequado.

PATÊ
Tanto pode ser apresentado em fatias - patê Madame, patê au Champagne e outros -, comido com garfo e acompanhado de pão, ou untado sobre o pedacinho de pão, a cada vez. Vinhos brancos e champanhe acompanham os patês mais suaves, porém um patê en Provence fica delicioso com vinho tinto.

QUEIJOS
Cortam-se com faquinha especial em pedaços pequenos, um a um, que ficam sobre torrada, bolachinha ou pedaço de pão, comidos com a mão. Os apreciadores costumam saborear um Camembert com sua crosta esbranquiçada, cortando-o na forma de V. Um bom queijo não deve ser oferecido muito gelado, mas fresco. Ao se servir de uma tábua de queijos, não se deve esquecer que os mais leves precedem os mais temperados. Boursin, Camembert, Gouda e Danablu, por exemplo, formam uma boa combinação numa tábua. Brie, Saint Paulin, Munster e Roquefort, outra. É importante degustar os queijos com vinhos escolhidos.
Um dos motivos de o queijo preceder a sobremesa no cardápio é para se seguir tomando o vinho da refeição. Em geral, os vinhos brancos casam bem com os queijos mais suaves como um Prato, requeijões, queijos de leite de cabra ou o Tilsit. Queijos fortes, como o Roquefort, pedem vinhos tintos encorpados. O vinho do Porto também é recomendado para tomar acompanhando queijos, especialmente com o Stelton, um queijo inglês, ou um Cheddar.
Ao organizar uma mesa de queijos e vinhos, além dos pães, manteiga, frutas frescas como a uva, calcula-se 3/4 de garrafa de vinho e 300 g de queijo por pessoa.

FRUTAS
Quando frescas, são apresentadas bem lavadas. As uvas, sobre gelo moído. Muitas vezes, garfo e faca para fruta vêm num prato de sobremesa sobre o qual está a lavanda com água morna. Como se procede? A faca vai para a direita e o garfo à esquerda do prato na mesa; a tigelinha é deslocada para a esquerda do prato, no lugar onde estivera o pratinho do pão. Depois de comer a fruta é usar a lavanda com naturalidade.
Num clima tropical como o nosso, as frutas usufruem cada vez de maior prestígio como parte de um bufe entre saladas e crepes. Geralmente as frutas são apresentadas artisticamente em grandes pratos ou tigelas de vidro, cortadas em pequenos cubos como a melancia e o abacaxi. É para comer com garfinhos de aperitivos ou com um bambu. Oferecer frutas com palitos é de mau gosto numa festa. Para isso existem garfinhos descartáveis, do tipo para petiscos.

ABACAXI - Na mesa, é apresentado descascado, em rodelas. Com garfo e faca vai-se comendo aos pedaços, deixando, ao final, a parte rija correspondente ao talo central.

ABACATE - Quando a fruta é apresentada inteira, usam-se garfo e faca. Parte-se ao meio com a casca, tira-se o caroço; vai açúcar em cima da polpa eesta é comida com garfo e faca ou, em refeições muito íntimas, com a colher.

BANANA - O modo vulgar é comê-la com as mãos, como macaco. O correto é usar talheres: o garfo fixa a banana no centro, cortam-se suas duas extremidades e dá-se um corte com a faca em seu sentido longitudinal, descascando a fruta com os dois talheres. Come-se até o fim só com o garfo, em rodelas.

LARANJA - Se não vier à mesa já descascada e inteira para comer com garfo e faca, é descascada da seguinte maneira: cortam-se a calota inferior e a superior. Esta é fixada pelo garfo no alto da fruta, enquanto com a faca ela vai sendo descascada em pedaços, de cima para baixo.

MORANGOS - Graúdos exigem garfo e colher, para não escorregar no prato.

MANGA - É cortada dos quatro lados do caroço. Firma-se a fruta, no prato, com o garfo, e raspa-se a polpa com a faca para comer então com o garfinho.

PÊRA - Corta-se em quartos com garfo e faca. A seguir, fixa-se o garfo na extremidade de um dos quartos mantendo-o um pouco acima do prato. Descasca-se e parte-se a fruta no prato, comendo os pedaços com o garfo, como se procede com a maçã. Sem cerimônia, usa-se comer um quarto de pêra ou de maçã com as mãos mesmo.

UVAS - São comidas com os dedos. Retira-se a uva do cacho e come-se uma a uma. Com a mão em concha junto à boca, recolhem-se as sementes, que são colocadas no prato. Ameixas, cerejas, amoras e jabuticabas comem-se do mesmo jeito.


Por Equipe Poder e Beleza