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Nossa vida está sob três vertentes principais:

1) A Família – de onde extraímos as questões relativas a moral, assim como, a convivência social e também moldamos nosso caráter, tendo os primeiros contatos com a educação o padrão do bem e do mal – do certo e errado – do que é permitido e do que é proibido...

2) O Trabalho – de onde provem a responsabilidade, as questões inerentes à sobrevivência, o discernimento e a realização profissional.

3) A Sociedade – meio pelo qual buscamos uma harmonia relativa entre a família e o trabalho. Onde pomos a prova nossos conhecimentos adquiridos primeiramente no lar, aperfeiçoados na sociedade, para posteriormente ser salientado na vida profissional. A sociedade permeia nossa vida familiar e profissional, como podemos verificar abaixo:


Eu pergunto: Quem não tem problema familiar?

Acredito que a resposta para a maioria das pessoas será: Eu tenho.

Não me refiro a problemas com droga, prostituição ou na figura daquele parente que é a ovelha desgarrada do rebanho. Mas onde mais de uma cabeça pensa, o normal é que entremos em contradição por algumas divergências de pensamento. Não é mesmo?

Portanto acredito que posso afirmar, que em toda casa, em toda família, as pessoas entrem em contradição volta e meia, por motivos simples do cotidiano, por visões adversas que uma pessoa tem que contrapõe a outra. Digo até que isso é ótimo, pois o mundo seria monótono se assim não o fosse.


Agora eu pergunto: Criança. Tem problema?

Também posso garantir que sim. É claro que criança tem problema, e na mesma intensidade do adulto. Quando eu tinha cinco anos, se esquecesse a lancheira em casa, teria uma enorme preocupação e conseqüentemente um enorme problema para resolver. É como um adulto ter um trabalho do qual passou toda à noite fazendo, e na hora da apresentação esquece a folha principal em cima da escrivaninha.

A diferença entre o problema da criança e do adulto, é que o adulto (pelo menos em tese) está mais preparado para resolver seus problemas do que a criança. O adulto tem o que chamamos de maturidade.

Será?

Sejamos sinceros. A humanidade cresce em tamanho, mas em percepção ainda continua uma criança, apesar de não querer padronizar esse comportamento, pois estaria sendo generalista o que não é minha intenção. Mas nós “adultos”,sempre misturamos nossos problemas familiares com nossos problemas no trabalho e na sociedade, nesta ordem ou em ordem inversa, não importa, o que vale é que estamos sempre no trabalho discutindo os problemas de casa, em casa reclamando dos problemas do trabalho, e na sociedade não é diferente.

Exemplificando:

Quem nunca teve ou tem um superior, que ás vezes, logo cedo, está de mau humor? Até brincamos em dizer: “vai ver a mulher dele dormiu de calça jeans hoje”. Ou conviver com aquela pessoa que está sempre em estado de pessimismo. Nada dá certo, nunca elogia, nem incentiva uma nova idéia. Pelo contrário, se puder gora.

Quem de nós pode dizer que nunca, no ambiente de trabalho, conversando com aquele colega que senta ao lado, começamos a confidenciar nossos problemas familiares. Problemas comuns do tipo: “Amigo, a situação lá em casa está feia. Você acredita que logo que casei, minha mulher era dócil, meiga, até meus sapatos ela lavava. Agora! Chego em casa e pergunto: – Meu bem, tem janta? E ela responde: Janta? Você quer uma mulher ou uma empregada. Não, porque, se você quer uma empregada me avise, pois também preciso de uma. Quer janta, se vira na cozinha.”

Ou reclamações do tipo: “meus filhos não querem nada com a dureza, não sei o que faço.

Você acredita que tenho um filho de sete anos, e até para fazer tarefa tenho que “armar um barraco” em casa? Imagine ele com dezessete anos não controlarei mais, o que faço?

Então pergunto: Qual problema familiar está resolvendo no trabalho?

E quando estamos em casa, a situação não é outra. A esposa toda dócil vem compartilhar seu problema: “Meu amor, a pia da cozinha está com vazamento, não consigo arrumar. “E a resposta é quase que instintiva, o maridão revida na hora: “Puxa meu amor, se todos os meus problemas fosse o vazamento da pia da cozinha, seria uma pessoa feliz. Tenho tantos problemas, tive um dia cheio no trabalho, e chego em casa você me fala da pia da cozinha?” Então, não demora muito, o filho de seis anos se aproxima e diz: “Papai, olha o desenho que fiz na escola hoje.” E o pai passa a mão na cabeça do filho respondendo: “O filho, que lindo. Mas o papai está cansado, deixa o papai ver o jornal, é o único horário que tenho, depois o papai fica com você, tudo bem?” Isso quando fala assim.

Então pergunto: Quais problemas do trabalho estão resolvendo em casa.

Em resumo, continuamos crianças, e misturamos nossa vida profissional com a pessoal e com a social. Não conseguimos viver em casa enquanto em casa, no trabalho enquanto trabalho e na sociedade enquanto social.

O pior de tudo, é que “desgraçamos” (não gosto muito dessa palavra, acho ela um pouco forte, mas foi a que encontrei para expressar esse sentimento), nosso dia, pois perdemos o ônibus. Ou pisamos no cocô do cachorro ao sair de casa. Até mesmo, por não termos comprado aquela roupa de marca que tanto queríamos, por não termos saído no sábado á noite. Como se toda a semana só fosse ser boa, pelo sábado á noite. E todo o meu dia, se resume na perda do ônibus, ou no estrume do cão.

Nossa visão de valores se destoou da realidade. E não é culpa de ninguém, nem da televisão, como ouço muito. A culpa é exclusivamente nossa. Por nunca termos tempo. Tempo de conviver com os filhos, tempo de sair com os amigos, tempo de dizer ao pai como eu te amo! De falar ao colega de trabalho, parabéns, você fez um bom trabalho. Tempo de ligar a pessoas que não falamos a meses, e ainda quando essas pessoas ligam para nós temos a capacidade de dizer: “nossa, quem é vivo sempre aparece. Você sumiu?” E você leitor, não sumiu também. Ao menos a pessoa entrou em contato, agradeça e se felicite por isso.

Percebo em alguns jovens, o desespero por um mundo repleto de sexo e conquistas. Nós vivemos nesse mundo, um mundo onde o valor sexual, passa a ser o padrão de aceitação social. O culto ao belo passou a tomar proporções vultuosas.

Em conversa com um amigo, lhe perguntei: Jorge, você é feliz? E ele me respondeu: Bem, felicidade não é um momento constante na nossa vida. Mas tenho sim momentos de felicidade. Parei então para refletir e descobri que quando pensava como ele, minha vida era infeliz, com momentos de felicidade. Hoje posso garantir que sou feliz o tempo todo, com momentos de tristeza, porque realmente a vida não pode ser uma felicidade permanente. Mas minha vida mudou, e muito, quando passei a perceber e a permitir-me ser feliz o tempo todo com momentos de tristeza.

Tenho um amigo que é cego. Mas ele não Nasceu cego, com vinte e cinco anos teve uma doença que o cegou. Ele tem muito dinheiro, trabalha, posso afirmar que tem uma vida normal, apesar da dificuldade que a cegueira lhe impõe. Estávamos conversando e ele me disse que adoraria poder ver novamente. Daria todo o seu dinheiro para ver por mais um dia. Que agora com quarenta anos, ele ainda tinha a imagem da fisionomia de sua mão de quinze anos atrás. Que o mundo vive e respira internet, quando ele ouve aquele barulhinho da conexão, fica imaginando como será uma tela de internet, como será navegar e plugar com qualquer pessoa no mundo. Não que ele não saiba do todo, mas não visualiza o contexto. Mas se dizia uma pessoa feliz, e satisfeita. Incrível, nunca o vejo de mau humor ou brigando com as pessoas, ou agredindo-as.

Será que qualidade de vida é poder de consumo?

Tenho a certeza que não.
Qualidade de vida é PAZ INTERIOR!

De nada adianta ter todo o dinheiro do Silvio Santos e estar na mão de seqüestradores, ou na angústia da expectativa se minha filha sai viva ou morta do cativeiro.

Qualidade de vida é estar bem emocionalmente. É incrível, mas quando estamos bem emocionalmente, por mais pessimista que possa estar a pessoa, por mais carregada de má energia, pode observar, quando estamos bem, isso não nos atinge. Somos imunes a carga negativa, quando estamos cheios de felicidade.

Tem pessoas que quando me vêem muito feliz, falam: Cuidado, quando ficamos assim, muito felizes é porque alguma coisa ruim vai acontecer. Como se ser feliz merecesse castigo. Não sei se é influencia religiosa, que nada pode, que tudo é pecado, mas sei que sou feliz e não tenho vergonha de dizer. Que procuro separar meus momentos de família, com os meus momentos no trabalho e na sociedade.

Se eu perguntar quem tem problema levanta a mão? Garanto que todos nós levantaremos a mão. Todos nós temos problema, e o mais interessante, é que sempre acreditamos que nossos problemas são maiores que do nosso próximo. Que o pisar no coco do cachorro, desgraça meu dia. Que ter um superior mal humorado, é um grande problema, que ganho mal e não posso comprar aquele bem que tanto quero, e quando compro, meus olhos fixam em outro, que passam a ser meu desejo de consumo, e trabalho para ele. Chego a me ver, em alguns casos, tendo como incentivo exclusivamente o consumo por bens materiais, vivencio isso e esqueço dos prazeres reais, como acariciar um filho, conversar com amigos, com desprendimento, enfim...

Quando minha filha tinha cinco anos, passou o dia na casa da avó. No final da tarde fui busca-la, e a encontrei pulando em cima da cama de minha mãe. Como qualquer pai, me dirigi a ela reprimindo-a para que parasse de pular na cama, a final de contas, com cinco anos não é nenhuma boba, já sabe o que é certo e o que é errado, ao menos nesse sentido. Quando dei a bronca, minha mãe saiu do banheiro muito brava comigo e me disse:

- Meu filho! Você está louco. Vai bater na menina porque ela está brincando?
- Brincando! Onde que eu com cinco anos, poderia pular em sua cama e a senhora ainda me proteger?
- Há, mas eu agora sou avó. Avó não tem a obrigação de cuidar, e sim de curtir os netos.
- E a senhora curti o neto deseducando o filho dos outros? E ainda se vê na razão?

Sabe porque que a senhora diz isso? Porque quando eu tinha cinco anos, a senhora não tinha tempo de me por no colo, e de me ver crescer. Será que tenho que esperar ter sessenta anos para poder ter qualidade de vida? Não! Vou conviver com as pessoas e curti-las agora. Nem sei se vou viver até os sessenta anos. E isso é qualidade de vida, poder viver intensamente os momentos da vida como se eles fossem únicos. E viver intensamente, não é orgia ou badalação ou festa todo dia. É passar pela vida e não permitir que a vida passe por você. É muito mais do que não fazer o mal a outras pessoas. É fazer o bem, para não ser simplesmente neutro no mundo.
Quero que reflitam na foto que vem a seguir e pensem...

 

Agora que você refletiu, pare e pense. Você tem problema. E ainda desgraço meu dia por ter engolido sapo do superior. Por perdido o ônibus. QUE PROBLEMA!

Essa criança é da Etiópia, e está morrendo, mas será que precisamos ir a Etiópia para presenciarmos esse fenômeno? Acho que apenas, se sairmos da acomodação de nosso lar depararemos com cenas parecidas. E eu me vejo com problemas. Quantos de nós somos brigados com nosso pai, por exemplo, e nunca nos aproximamos dele. Daí um dia, ele morre, e ao irmos para o velório nos bate o remorso, e em prantos choramos e lamentos o quanto o amávamos e não podemos mais dizer – Pai eu te amo!

Mas agora já é tarde, busque dizer isso hoje, enquanto pode. A única certeza é que vamos morrer, basta estarmos vivos, mas nunca nos preparamos para a morte. Mas para termos uma vida com qualidade devemos não atrair ou pensar constantemente, mas sim, viver de modo que ao nascer estávamos chorando, enquanto as pessoas estavam sorrindo, vamos morrer de modo que possamos estar sorrindo, ao perceber as pessoas chorando a nosso lado.

Por Eduardo Raslan - Personal Consult