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canetaPrincipais mudanças com o novo acordo ortográfico:

 

 

 

  • Alfabeto - ganha três letras: Total 26 letras: entram “k”, “w” e “y”.

 

  • Trema - desaparece em todas as palavras: Frequente, linguiça, aguentar.

Note: exceto em nomes próprios: Müller.

  • Não há hífen em palavras formadas por justaposição, que perderam a noção da composição: paraquedas, passatempo, girassol.
  • Grafam-se com “i” os sufixos “-iano” e “-iense” em palavras derivadas: acriano, derivada de Acre.
  • Não se usa mais consoantes mudas, como “c” e “p” em acto e adopção (grafia usada em Portugal): Nos casos em que a letra pode ou não ser pronunciada, elas continuam a coexistir com a forma simplificada, como em caráter, facto, sector e amígdala.

 

  • Acentuação 1 - some o acento dos ditongos abertos “éi” e “oi” das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte): Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia.

Note: Herói, Niterói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte).

 

  • Acentuação 2 – Não existe mais o acento circunflexo das palavras terminadas em hiatos como “êem” e ôo (ou ôos): Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos.

 

  • Acentuação 3 – Foi eliminado o acento agudo quando as letras “i” e “u” formam hiato com ditongo: Baiuca, bocaiuva, feiura.

Note: Se o “i” e o “u” estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú, teiú ou Piauí.

 

  • Acentuação 4 – Deixa de existir o acento diferencial em algumas palavras homógrafas (que têm a mesma forma, mas diferentes significados): Para, pela, pelo, polo, pera, coa.

Note: Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.

 

  • Acentuação 5 - some o acento agudo no “u” forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar: Averigue, apazigue, ele argui, enxague você.

 

  • Acentuação 6 - Torna-se facultativo o acento agudo nas formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amámos e louvámos, para diferenciá-las das formas correspondentes do presente do indicativo (grafias usadas em Portugal).

 

  • Hífen - veja como ficam as principais regras:

PREFIXOS:

1) Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, tele, ultra...

Usa hífen nos prefixos acima: Quando a palavra seguinte começa com “h” ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel.

Não usa hífen nos prefixos acima: Em todos os demais casos: autoanálise, autocontrole, antivírus, minidicionário.

Note: Quando o 1º elemento termina por vogal e o 2º elemento começa por “r” ou “s”, não se usa hífen, e estas consoantes devem duplicar-se: antessala, antirreligioso, antissemita, antissocial, autorregulamentação, biorritmo, biossatélite, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrarrenal, infrasson, macrorregião.microssistema, minissaia, multissegmantado, neorrinoplastia, pseudossigla, semirrígido, sobressaia, suprarrenal, ultrassonografia.


2) Hiper, inter, super.

Usa hífen: Quando a palavra seguinte começa com “h” ou com “r”: super-homem, inter-regional.

Não usa hífen: Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico

3) Sub.

Usa hífen: Quando a palavra seguinte começa com “b”, “h” ou “r”: sub-base, sub-reino, sub-humano.

Não usa hífen: Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor

4) Vice, ex.

Usa hífen: Sempre: vice-rei, vice-presidente, ex-almirante.

5) Pan, circum

Usa hífen: Quando a palavra seguinte começa com “h”, “m”, “n” ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar.

Não usa hífen: Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão.

  • EMPREGA-SE O HÍFEN quando o 1° elemento termina por vogal igual à que inicia o 2° elemento: anti-ibérico, contra-almirante, semi-interno, anti-infeccioso, eletro-ótica, sobre-elevar, anti-inflamatório, entre-eixo, sobre-estadia, arqui-inteligente, infra-axilar, sobre-estimar, arqui-irmandade, micro-onda, sobre-exceder, auto-observação, neo-ortodoxo, supra-auricular.
  • EMPREGA-SE O HÍFEN quando o 1° elemento termina por consoante igual à que inicia o 2° elemento: ad-digital, inter-regional, sub-bibliotecário, ad-digitalizar, inter-resistente, sub-biótipo, hiper-requintado, sub-barrocal, sub-braquial, inter-racial, sub-base, super-revista.
  • EMPREGA-SE O HÍFEN quando o 1° elemento termina acentuado graficamente, pós, pré, pró: pós-graduação, pós-tônico, pré-datado, pré-escolar, pré-história, pré-requisito, pró-solvente.
  • EMPREGA-SE O HÍFEN quando o 1° elemento termina por h (ab-, ob-, sob-, sub-) ou d (ad-) e o 2° elemento começa por r: ab-rupto, ad-renal, ad-referendar, ab-rogar, sob-roda, sub-reitor, sub-réptil, sub-rogar.
  • NÃO SE EMPREGA O HÍFEN com as palavras “não” e “quase” com função prefixal: não agressão, não beligerante, não fumante, não violência, não participação, não periódico, quase delito, quase equilíbrio, quase domicílio, etc.
  • NÃO SE EMPREGA O HÍFEN com prefixos “des-“ e “in-“ quando o 2º elemento perde o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.

COMPOSTOS:

  • EMPREGA-SE O HÍFEN nos compostos sem elemento de ligação quando o 1° termo, por extenso ou reduzido, está representado por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal: ano-luz, tio-avô, luso-brasileiro, primo-infecção, arcebispo- bispo, zé-povinho, má-fé, segunda-feira, arco-íris, afro-asiático, mato-grossense, bate-estacas, decreto-lei, afro-luso-brasileiro, norte-americano, conta-gotas, azul-escuro, porto-alegrense, finca-pé, joão-ninguém, alcaide-mor, seu-vizinho, guarda-chuva, médico-cirurgião, amor-perfeito, sul-africano, vaga-lume, mesa-redonda, boa-fé, verbo-nominal, porta-aviões, rainha-cláudia, forma-piloto, primeiro-ministro, porta-retrato, tenente-coronel, guarda-noturno, primeiro-sargento, quebra-mar.
  • EMPREGA-SE O HÍFEN nos compostos sem elemento de ligação quando o 1° elemento está representado pelas formas além, aquém, recém, bem e sem: além-Atlântico, bem-aventurado, bem-mandado, além-mar, bem-estar, bem-nascido, além-fronteiras, bem-humorado, bem-vestido, aquém-mar, bem-criado, bem-vindo, aquém-Pireneus, bem-visto, recém-casado, bem-dito, sem-cerimônia, recém-eleito, bem-dizer, sem-número, recém-nascido, bem-falante, sem-vergonha.
  • EMPREGA-SE O HÍFEN nos compostos sem elemento de ligação quando o 1° elemento está representado pela forma mal e o 2° elemento começa por vogal, “h” ou “l”: mal-afortunado, mal-entendido, mal-estar, mal-humorado, mal-informado, mal-limpo.

Note: Quando o 2° elemento não começar com h ou l, não se usa o hifen: malcriado, malditoso, malgrado, malnascido, malpesado, malsoante, malvisto, etc.

Mal com o significado de ‘doença’ grafa-se com hífen: mal-caduco (epilepsia), mal-francês (= sífilis). Desde que não haja elemento de ligação: mal de Alzheimer.

  • EMPREGA-SE O HÍFEN nos nomes geográficos compostos pelas formas grã, grão, ou por forma verbal ou, ainda, naqueles ligados por artigo: Grã-Bretanha, Quebra-Costas, Grão-Pará, Quebra-Dentes, Abre-Campo, Traga-Mouro, Passa-Quatro, Trinca-Fortes, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.
  • EMPREGA-SE O HÍFEN nos compostos que designam espécies botânicas, zoológicas e áreas afins, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, andorinha-do-mar, dente-de-leão, andorinha-grande, erva-doce, erva-do-chá, bálsamo-do-canadá, ervilha-de-cheiro, bem-me-quer (mas malmequer), bem-te-vi, feijão-branco, bênçãos-de-deus, cobra-d’água, lesma-de-conchinha, coco-da-baía, vassoura-de-bruxa.

NAS LOCUÇÕES:

  • NÃO SE EMPREGA O HÍFEN nas locuções, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, salvo algumas exceções já consagradas pelo USO (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Vale lembrar que, se na locução há algum elemento que já tenha hífen, será conservado este sinal: à trouxe-mouxe, cara de mamão-macho, bem-te-vi de igreja. Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções: cão de guarda, fim de semana, fim de século, sala de jantar, cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho, à parte, à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos, junto é advérbio ou prenome), abaixo, acerca de, por cima de, quanto a, a fim de que, ao passo que, logo que, por conseguinte, visto que.

NAS SEQUENCIAS DE PALAVRAS:

  • EMPREGA-SE O HÍFEN para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares, tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique e nas combinações históricas ou até mesmo ocasionais de topônimos, tipo: Austro-Hungria, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro, etc.

NAS FORMAÇÕES COM SUFIXOS:

  • EMPREGA-SE HÍFEN apenas nas palavras terminadas por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como -açu( =grande), -guaçu (=grande), -mirim (=pequeno), quando o 1° elemento termina por vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim.


Por EQUIPE PODER E BELEZA


Referência Bibliográfica:

BECHARA, Evanildo. O Que Muda Com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.