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Medicamentos para tratamento de obesidade

        O uso de medicamentos para tratamento de obesidade, qualquer que seja o mecanismo de ação, deve ser feito sob prévia avaliação médica. A maioria tem efeitos colaterais intensos e eficácia duvidosa. Exemplo dos paraefeitos e morbidade desses fármacos foram os recentes casos de graves cardiopatias de válvulas mitral, aórtica e hipertensão pulmonar provocados pela dexfenfluramina. Droga esta que chegou ser apontada e propagada pelo seu fabricante como de exelência milagrosa no controle da obesidade. 

        Na França, sede do principal fabricante, o ministério da saúde proibiu o uso desta droga desde julho/97. Nos EUA a FDA (Food and Drug Administration), orgão de vigilância sanitária, já vinha manifestando preocupação pelos riscos de hipertensão pulmonar e neurotoxicidade com o uso da dexfenfluramina. No Brasil Movidos por marketing farmacêutico, os similares da dexfenfluramina como dietilpropanolamina, fentermina, fenproporex têm sido receitados a esmo por milhares de médicos e nutrólogos, sem explícitas informações aos pacientes dos potenciais danos que esses medicamentos podem trazer à saúde, com lesões irreversíveis ou mesmo fatais, a depender das condições de saúde do usuário

        No obeso com hipertensão arterial ou doença cardiovascular, quadros depressivos ou doença neurológica estes fármacos são formalmente contra-indicados. Os antidepressivos como a fluoxetina, prozac amplamente empregados nos quadros de ansiedade e depressão também tem sido utilizados como inibidor de apetite, todavia, parece não mostrar efetividade conforme estudos clínicos comparativos bem controlados.

        Muitas formulações para obesidade trazem princípios ativos que constituem verdadeiros disparates com alusão a indicações de supressão de apetite e emagrecimento. Há muitas preparações magistrais absurdas que encerram substâncias cuja interação de efeitos adversos são inevitáveis e potencialmente perigosos, sobretudo em pessoas com hipertensão, doença cardíaca ou neurológica. Exemplo dessas miscelâneas farmacológicas comumente prescritas são as anfetaminas (estimulantes do sistema nervoso central), tranquilizantes, antitireodianos, antidepressivos, diuréticos e laxantes.

        Estes últimos causam realmente perda rápida de peso, não por emagrecimento mas, por aumento de excreção uirinária e diarréia, com perdas de minerais, essenciais na homeostase interna, cujo déficit no sangue pode levar a fadiga muscular, letargia, cãibras e arritmias cardíacas graves.


Por Dr. João Joaquim de Oliveira - Cardiologista