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Só o estresse que vivenciamos diariamente, é suficiente para desencadear um processo de obesidade nos menos atentos ao problema. ''Estudos suecos liderados pelo professor Per Bjorntorp vêm, há alguns anos, mostrando evidências de que as pessoas sob estresse continuado, que estão sempre sob pressão, terminam modificando o padrão de secreção do hormônio cortisol, que aumenta a fome e a deposição de gordura na região central do corpo'', explica Godoy. O cortisol, que é um dos hormônios de resposta ao estresse, ficaria aumentado no sangue por longos períodos, favorecendo a obesidade.

A Reação de Stress é um dos maiores fatores de indução da obesidade ou de piora nas pessoas já obesas. Isto, acontece devido ao hormônio Cortisol (Hormônio do Stress Crônico) aumentar a resistência dos músculos e vísceras à função da Insulina, dificultando a queima de glicose nesses órgãos, com conseqüente aumento da Glicose no sangue. Quando o organismo identifica o aumento da glicose, o pâncreas passa a produzir mais insulina e essa glicose passa a entrar nos adipócitos e a se transformar em gordura. A Adrenalina (Hormônio do Stress Agudo) inverte a ação do Cortisol.

Logo, conclui-se que uma pessoa “estressada”, com Stress Crônico e não Stress Agudo, apresenta uma tendência a obesidade. O “tratamento” do Stress Crônico é primordial para se evitar a obesidade visceral ou para minimizar a sua piora. O Hipotálamo é a área do “cérebro” responsável pela Reação de Stress. O tratamento com “fórmulas” medicamentosas muito eficazes que provocam a perda de peso de forma drástica, facilita a volta do peso com uma velocidade ainda maior do que a normal, além de lesar os nossos tecidos nobres que são compostos pelas proteínas. Essas “fórmulas” são usadas mais em casos de obesidade onde a perda de peso torna-se necessária, para salvar a vida do paciente que apresenta uma obesidade mórbida. Para a Reação de Stress não basta tomar calmantes e outros medicamentos que atuam no cérebro, amenizando parcialmente o problema, se os fatores neuroendocrinológicos não forem abordados de forma muito criteriosa.

Estresse crônico pode levar ao desejo constante de ingerir alimentos, principalmente carboidratos, causando a obesidade. No passado, situações de estresse eram seguidas por ações que requeriam grandes gastos energéticos, como fugir ou lutar. Essas ações já não constituem formas de aliviar o estresse dos dias atuais. O combate ao estresse requer pouca energia do organismo. O corpo acaba acumulando, em forma de gordura, o excesso de alimentos ingeridos em resposta aos hormônios liberados pelo estresse.

O desequilíbrio hormonal, causado por estresse prolongado, pode determinar a região onde a gordura do corpo irá se localizar. O estresse pode também aumentar o nosso apetite. O corpo estressado é como um motor desregulado, que precisa de excesso de combustível para funcionar. Os carboidratos são os alimentos que mais rapidamente se transformam em açúcar no sangue.

Obesos atingidos pelo estresse têm características muito próprias. ''Tendem a estar deprimidos, com sensação freqüente de desamparo, de desesperança; têm fome à noite, principalmente, ou no fim da tarde. O biótipo é de barrigudos com pouca engorda nas pernas e antebraços.'' Normalmente, essas pessoas se deixam engordar por não saber administrar questões emocionais. O que cria um círculo vicioso.

Todos os profissionais que lidam com a obesidade são categóricos ao afirmar que para reverter o quadro da doença só mesmo revendo costumes diários e adotando medidas objetivas, ou seja, uma mudança no estilo de vida.

Por Dra. Lizandra Lúcio - Nutricionista